segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

MAÇÃ FAZ MAL PARA GASTRITE?


Auxiliar a saúde do coração, ajudar a diminuir os riscos de desenvolvimento da diabetes, alimentar as bactérias benéficas do sistema digestivo, colaborar com a combate à asma e contribuir com a saúde dos ossos.

Esses são alguns dos benefícios associados à maçã, uma fruta saborosa que, além de pura, vai bem em saladas de frutas, misturada com iogurte e em receitas de pães, pudins, bolos, tortas, sorvetes, vitaminas e sucos, por exemplo.

O alimento também serve como fonte de uma série de nutrientes importantes para o nosso organismo, como carboidratos, fibras, potássio, vitamina C e vitamina K. A mçã ainda possui quantidades menos significativas de manganês, cobre, vitamina A, vitamina B1, vitamina B2, vitamina B6 e vitamina E.

Então isso significa que qualquer pessoa pode consumir a maçã? Ou será que existem algumas condições de saúde que restringem a ingestão da fruta? Por exemplo, a maçã faz mal para gastrite?

Antes, precisamos dar uma contextualizada a respeito do que é essa doença para ficar mais fácil de entender se a maçã faz mal para gastrite.

A condição é conhecida como a inflamação, a erosão ou a infecção do revestimento do estômago. O que se tem dentro de um quadro de gastrite é o enfraquecimento da mucosa que protege a parede estomacal com os próprios sucos digestivos produzidos pelo órgão causando danos à parede do estômago.

A gastrite pode ser classificada como aguda – que dura um período curto de tempo – ou crônica – que persiste ao longo de meses ou, até mesmo, anos.

Vários fatores podem estar por trás do desenvolvimento de um quadro da doença, entre eles: vírus, parasitas, fungos, refluxo da bile para dentro do estômago, estresse, ingestão de esteroides, consumo de alimentos picantes, uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, abuso de bebidas alcoólicas e uma bactéria chamada de Helicobacter pylori.

Sintomas como náusea, vômito, sentir-se empanturrado na parte superior do abdômen (principalmente depois de comer), indigestão, fezes escuras, dor de estômago, queimação e vômito, que pode vir com sangue ou substâncias similares à borra de café estão associados à gastrite.

Porém, vale registrar que a condição não traz sintomas perceptíveis em todos as pessoas. Portanto, é importante sempre ter o hábito de fazer check-ups e exames regulares com o médico de confiança. Assim fica mais fácil que o diagnóstico da doença seja feito mesmo sem que a pessoa perceba a presença de alguns dos seus sinais.

A partir do momento que o diagnóstico for determinado, é fundamental seguir as orientações do médico quanto a tratamento, no que se refere às mudanças na alimentação, à utilização de medicamentos e demais estratégias que forem definidas pelo profissional.

Até porque quando a pessoa sofre com a condição e não a trata da maneira devida, pode ver a sua gastrite evoluir para problemas mais graves como úlcera e câncer.

E então, a maçã faz mal para gastrite?

Como vimos acima, os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides podem provocar a gastrite por lesionar o revestimento do estômago, que é justamente a área afetada pela gastrite.

Uma pesquisa realizada com tubos de ensaio e ratos mostrou que extratos de maçã desidratados e congelados ajudaram a proteger as células estomacais de lesões provocadas pelos remédios anti-inflamatórios não esteroides.

Acredita-se que os componentes da maçã particularmente úteis para esse auxílio sejam o ácido clorogênico e a catequina.

O fato da pesquisa ter sido feita com animais pode não parecer suficiente para concluir que a maçã é benéfica para a gastrite. No entanto, vale registrar que, de acordo com o Centro Médico da Universidade de Maryland, a maçã faz sim parte da lista de alimentos classificados como benéficos para a gastrite.

No mesmo sentido, a fruta é um dos alimentos anti-inflamatórios que beneficiam a dieta de quem sofre com a gastrite. Vamos descobrir por quais razões a fruta é apontada como positiva em relação à condição?

Antioxidantes e fibras

Um ponto a favor do consumo da maçã dentro da dieta para gastrite é o fato da fruta ser fonte de antioxidantes.

Pesquisas já mostraram que alimentos ricos em antioxidantes, como os que são compostos por vitamina A, vitamina C e flavonoides, podem contribuir com a diminuição da inflamação do estômago e reduzir o risco do desenvolvimento de distúrbios digestivos ou complicações.

As melhores fontes de antioxidantes são as frutas e os vegetais que apresentam coloração brilhante.

Para combater a progressão da infecção provocada pela  Helicobacter pylori, bactéria causadora da gastrite, é importante incluir alimentos fontes de flavonoides na alimentação.

Os flavonoides são poderosos antioxidantes que controlam moléculas químicas reativas – os radicais livres -, resultando na supressão da inflamação, um benefício importante para qualquer pessoa que sofre com a gastrite. A maçã é uma das principais fontes de flavonoides.

Já os alimentos ricos em fibras, o que também é o caso das maçãs, além de itens como aveia, brócolis e cenoura, por exemplo, podem auxiliar o controle da gastrite e o alívio dos sintomas.

Atenção: os dados apresentados aqui são gerais, portanto, qualquer decisão em relação à sua dieta para gastrite precisa ser tomada sob a orientação do médico. Vale lembrar que diferentes pessoas possuem diferentes quadros da doença, com diferentes características, o que requer um tratamento individualizado com o médico, que saberá indicar o que é melhor e mais apropriado para o seu paciente.